terça-feira, 27 de agosto de 2013

Por que as pessoas mentem?

Ter uma data oficial para mentir pode parecer estranho, mas é assim desde o período romano, quando, durante as festividades para celebrar a entrada da primavera, era comum enganar e fazer piadas e brincadeiras. A tradição foi incorporada ao cristianismo, que trocou as orgias e banquetes por uma eleição do rei dos tolos.
Mas isso não significa que a mentira seja prerrogativa desta data. Uma pesquisa britânica já revelou que os homens contam em média três mentiras diárias, enquanto as mulheres são desonestas aproximadamente duas vezes por dia. Psicólogos explicam que as pessoas mentem, basicamente, porque funciona. Ao obter bons resultados com uma inverdade, elas tendem a repetir o ato para conseguir novamente o efeito positivo.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Por que a pancada dói mais depois da briga?

Há dois motivos. O primeiro é que em situações de estresse agudo seu corpo entra em estado de atenção e rapidamente libera substâncias analgésicas. Depois de uma provocação, como um tapa na cara, há uma grande liberação de adrenalina e cortisol no seu sangue. O coração bate mais rápido e com o aumento da oxigenação nos músculos você fica mais ágil e forte. A produção de endocanabinoides e opioides endógenos (analgésicos naturais) também aumenta, o que faz com que você só perceba a dimensão da surra quando estiver relaxado. 

O segundo motivo é que os neurônios receptores especializados em dor, chamados nociceptores, passam a trabalhar mais diante de um trauma - mas esse processo não é imediato. A irritação de um tecido, por porradas e cirurgias, por exemplo, estimula a liberação de substâncias como as prostaglandinas, que superativam os nociceptores. Isso aumenta o envio de sinais para o cérebro - razão por que, passado um tempo, a pele queimada (de sol ou de panela) dói só de encostar. 

Por que coisas chatas dão sono?

Quando em monotonia, o cérebro diminui seu ritmo. Com isso, a respiração fica mais lenta e o nível de gás carbônico no sangue aumenta. Os olhos vão fechando, fechando, fechando... Bons sonhos.

Por que a gente saliva, lacrimeja e sua quando vomita?

A irritação da mucosa do estômago, que causa o vômito, ativa certos receptores sensitivos, que enviam estímulos ao "centro do vômito" do sistema nervoso - uma região do bulbo raquidiano, acima da medula espinhal. É esse centro que comanda as atividades e reações no mecanismo do vômito. O estômago se prepara, fechando sua parte final e abrindo a inicial, que fica próxima ao esôfago. Enquanto isso, músculos de diferentes regiões passam a trabalhar juntos, em uma espécie de esforço coletivo para expelir o conteúdo indesejado: os do abdômen aumentam a pressão na região, os da língua, colocam-na para fora, e os músculos da face se contraem. Isso acaba apertando também as glândulas que produzem saliva, lágrimas e suor. A contração de outros músculos pelo resto do corpo também ajuda na sudorese. E, além dessa produção mecânica, as glândulas também recebem a mensagem enviada pelo sistema nervoso de que há vômito a caminho. Isso gera, de forma reflexa, um aumento na produção de lágrimas, saliva e suor - embora eles não tenham função alguma durante o vômito.

Por que às vezes a gente, do nada, tem um tremelique?

Adrenalina. O tremelique, ou aquele calafrio que sua tia avó dizia que era um espírito que tinha passado por você, é sempre associado ao frio ou a alguma emoção, por mais que você não consiga identificar a origem desse estímulo. Você pode ter um calafrio desses por uma simples lembrança, por exemplo, triste ou feliz. Ela já basta para disparar uma descarga de adrenalina, responsável pelo siricutico. Dependendo da intensidade, essa descarga pode causar tremores, vasoconstrição e suadeira. Daí a história do espírito que passou: a pessoa pode mesmo ficar com a aparência pálida e a sensação de mal-estar típicas de quem jura que viu alma penada.

domingo, 28 de julho de 2013

O que o corpo faz diante do perigo?

Quando um estímulo é identificado como risco, é acionado o hipotálamo - parte do cérebro responsável pela reação de luta ou fuga. Duas coisas então acontecem. Ele ativa o sistema nervoso simpático (responsável por atividades autônomas do corpo como pressão arterial e sono), que manda as glândulas suprarrenais liberarem adrenalina e noradrenalina. Ao mesmo tempo, a hipófise, vizinha do hipotálamo, produz o hormônio adrenocorticotrópico, que por sua vez faz as glândulas suprarrenais soltar outros 30 hormônios. E aí acontece o seguinte: 

1. A pupila se dilata. 
2. Vasos sanguíneos contraem levando o sangue da pele para órgãos internos. 
3. Os músculos se tensionam. 
4. O suor vem para resfriar o corpo. 
5. A respiração se acelera para captar mais oxigênio. 
6. O coração bate rápido para aumentar o fluxo de sangue. 


FONTES:http://super.abril.com.br/saude/coisas-nosso-corpo-faz-732268.shtml(Fonte do site: Mark Buchfuhrer, médico americano especialista em distúrbios do sono; Catriona Morrison, psicóloga cognitiva da Universidade Leeds. foto: Mark Kostich)

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Por que não conseguimos fazer cócegas em nós mesmos?

A resposta está na função evolutiva das cócegas - elas eram um alerta de que animais perigosos passeavam por nosso corpo, nos tempos em que dormíamos e caçávamos no meio do mato. O movimento de uma aranha ou um escorpião sobre nossa pele ativa o córtex sensorial primário, que provoca uma reação em cadeia. Sentimos pânico, e ele se expressa na forma de risadas nervosas e incontroláveis. É por isso que muitas pessoas já começam a rir só com a ameaça de cócegas - o Instituto Karolinska, na Suécia, fez o teste com voluntários e descobriu que, nessas situações, eles ativam a mesma região encefálica. 

Só que é difícil enganar o cérebro: quando tentamos provocar essa reação em nós mesmos, usando nossas mãos ou outros objetos, ele não interpreta como sinal de perigo. O cerebelo, região responsável por coordenar o movimento dos músculos, não cai na pegadinha e desliga o alarme de pânico. Mesmo as pessoas que sentem mais cócegas (elas são mais sensíveis porque têm mais receptores táteis na pele) não conseguem provocar a reação nelas mesmas. Nem na sola do pé ou nas axilas, lugares que concentram muitos desses receptores.