quinta-feira, 19 de abril de 2012

Plantas Tóxicas: conheça as espécies que merecem cautela


Oleandro ou Espirradeira: arbusto muito comum em vasos e jardins
Algumas das plantas ornamentais que temos em nossos em vasos ou jardins podem esconder perigo por trás de sua beleza. Elas são chamadas "plantas tóxicas" pois apresentam princípios ativos capazes de causarem graves intoxicações quando ingeridas ou irritações cutâneas quando tocadas.
Segundo dados do Sinitox (Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas), cerca de 60% dos casos de intoxicação por plantas tóxicas no Brasil ocorrem com crianças menores de nove anos. E a maioria, 80% destes casos, são acidentais. O Sinitox, que fornece informações sobre os agentes tóxicos existentes, funciona em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz e possui centros de atendimento e informações em vários estados do Brasi.
Geralmente, a intoxicação por plantas acontece por desconhecimento do potencial tóxico da espécie. Nesta matéria, apresentamos algumas das espécies ornamentais tóxicas mais comuns em quintais, jardins e vasos. Mas antes, atenção para estas orientações:
1 - Mantenha as plantas venenosas fora do alcance das crianças e dos animais domésticos.
2 - Procure identificar se possui plantas venenosas em sua casa e arredores, buscando informações como nome e características.
3 - Oriente as crianças para não colocar plantas na boca e nunca utilizá-las como brinquedos (fazer comidinhas, tirar leite, etc.).
4 - Não utilize remédios ou chás caseiros com plantas sem orientação especializada.
5 - Evite comer folhas, frutos e raízes desconhecidas. Lembre-se de que não há regras ou testes seguros para distinguir as plantas comestíveis das venenosas. Nem sempre o cozimento elimina a toxicidade da planta.
6 - Tome cuidado ao podar as plantas que liberam látex, pois elas podem provocar irritação na pele e principalmente nos olhos. Evite deixar os galhos em qualquer local onde possam atrair crianças ou animais. Quando estiver mexendo com plantas venenosas use luvas e lave bem as mãos após esta atividade.
7 - Cuidados especiais também devem tomados com os animais domésticos. Animais filhotes e adultos muito ativos têm uma grande curiosidade por objetos novos no meio em que vivem e notam logo quando há um vaso diferente em casa ou uma planta estranha no jardim. Não é raro o animal lamber, morder, mastigar e engolir aquilo que lhe despertou a curiosidade. Animais privados de água podem, por exemplo, procurar plantas regadas ou molhadas de chuva recentemente e ingerir suas partes. Há casos de cães e gatos que ficam sozinhos confinados por períodos longos que acabam se distraindo com as plantas e acabam por ingerí-las.
8 - Em caso de acidente, guarde a planta para identificação e procure imediatamente orientação médica.
TINHORÃO 
Nome científico: Caladium bicolor Vent.
Nome popular: tajá, taiá, caládio
Família: Aráceas.
Nome científico: Caladium bicolor Vent.
Nome popular: tajá, taiá, caládio.
Parte tóxica: todas as partes da planta.
Sintomas: a ingestão e o contato podem causar sensação de queimação, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, náuseas, vômitos, diarréia, salivação abundante, dificuldade de engolir e asfixia; o contato com os olhos pode provocar irritação e lesão da córnea.
Princípio ativo: oxalato de cálcio.
COMIGO-NINGUÉM-PODE
Família: Araceae.
Nome científico: Dieffenbachia picta Schott.
Nome popular: aninga-do-Pará.
Parte tóxica: todas as partes da planta.
Sintomas: a ingestão e o contato podem causar sensação de queimação, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, náuseas, vômitos, diarréia, salivação abundante, dificuldade de engolir e asfixia; o contato com os olhos pode provocar irritação e lesão da córnea.
Princípio ativo: oxalato de cálcio, saponinas.

COPO-DE-LEITE 
Família: Araceae.
Nome científico: Zantedeschia aethiopica Spreng.
Nome popular: copo-de-leite.
Parte tóxica: todas as partes da planta
Sintomatologia: a ingestão e o contato podem causar sensação de queimação, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, náuseas, vômitos, diarréia, salivação abundante, dificuldade de engolir e asfixia; o contato com os olhos pode provocar irritação e lesão da córnea.
Princípio ativo: oxalato de cálcio.

TAIOBA-BRAVA 
Família: Araceae
Nome científico: Colocasia antiquorum Schott.
Nome popular: cocó, taió, tajá.
Parte tóxica: todas as partes da planta.
Sintomas: a ingestão e o contato podem causar sensação de queimação, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, náuseas, vômitos, diarréia, salivação abundante, dificuldade de engolir e asfixia; o contato com os olhos pode provocar irritação e lesão da córnea.
Princípio ativo: oxalato de cálcio.
SAIA-BRANCA
Família: Solanaceae.
Nome científico: Datura suaveolens L.
Nome popular: trombeta, trombeta-de-anjo, trombeteira, cartucheira, zabumba.
Parte tóxica: todas as partes da planta.
Sintomas: a ingestão pode provocar boca seca, pele seca, taquicardia, dilatação das pupilas, rubor da face, estado de agitação, alucinação, hipertermia; nos casos mais graves pode levar a morte.
Princípio ativo: alcalóides beladonados (atropina, escopolamina e hioscina).
BICO-DE-PAPAGAIO
Família: Euphorbiaceae.
Nome científico: Euphorbia pulcherrima Willd.
Nome popular: rabo-de-arara, papagaio.
Parte tóxica: todas as partes da planta.
Sintomas: a seiva leitosa causa lesão na pele e mucosas, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, dor em queimação e coceira; o contato com os olhos provoca irritação, lacrimejamento, edema das pálpebras e dificuldade de visão; a ingestão pode causar náuseas, vômitos e diarréia.
Princípio ativo: látex irritante.
COROA-DE-CRISTO 
Família: Euphorbiaceae.
Nome científico: Euphorbia milii L.
Nome popular: coroa-de-cristo.
Parte tóxica: todas as partes da planta.
Sintomas: a seiva leitosa causa lesão na pele e mucosas, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, dor em queimação e coceira; o contato com os olhos provoca irritação, lacrimejamento, edema das pálpebras e dificuldade de visão; a ingestão pode causar náuseas, vômitos e diarréia.
Princípio ativo: látex irritante.
AVELÓS 
Família: Euphorbiaceae.
Nome científico: Euphorbia tirucalli L.
Nome popular: graveto-do-cão, figueira-do-diabo, dedo-do-diabo, pau-pelado, árvore de São Sebastião.
Parte tóxica: todas as partes da planta.
Sintomas: a seiva leitosa causa lesão na pele e mucosas, edema (inchaço) de lábios,boca e língua, dor em queimação e coceira; o contato com os olhos provoca irritação, lacrimejamento, edema das pálpebras e dificuldade de visão; a ingestão pode causar náuseas, vômitos e diarréia.
Princípio ativo: látex irritante.
ESPIRRADEIRA 
Família: Apocynaceae.
Nome científico: Nerium oleander L.
Nome popular: oleandro, louro rosa.
Parte tóxica: todas as partes da planta.
Sintomas: a ingestão ou o contato com o látex podem causar dor em queimação na boca, salivação, náuseas, vômitos intensos, cólicas abdominais, diarréia, tonturas e distúrbios cardíacos que podem levar a morte.
Princípio ativo: glicosídeos cardiotóxicos
MAMONA
Família: Euphorbiaceae.
Nome científico: Ricinus communis L.
Nome popular: carrapateira, rícino, mamoeira, palma-de-cristo, carrapato.
Parte tóxica: sementes.
Sintomas: a ingestão das sementes mastigadas causa náuseas, vômitos, cólicas abdominais, diarréia mucosa e até sanguinolenta; nos casos mais graves podem ocorrer convulsões, coma e óbito.
Princípio ativo: toxalbumina (ricina).

PINHÃO-ROXO 
Família: Euphorbiaceae.
Nome científico: Jatropha curcas L.
Nome popular: pinhão-de-purga, pinhão-paraguaio, pinhão-bravo, pinhão, pião, pião-roxo, mamoninho, purgante-de-cavalo.
Parte tóxica: folhas e frutos.
Sintomas: a ingestão do fruto causa náuseas, vômitos, cólicas abdominais, diarréia mucosa e até sanguinolenta, dispnéia, arritmia e parada cardíaca.
Princípio ativo: toxalbumina (curcina).

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Os 10 Animais mais raros de se ver !!


10º - Anguinus proteus - Salamandra Cega



Este anfíbio nativo de cavernas profundas e escuras da Europa (a mais famosa de todas localiza-se na Eslovênia) é erroneamente identificada nos tempos antigos como "dragão bebê", sendo considerado um dos animais mais bizarros do mundo.
Completamente cego e sem pigmentação nenhuma no corpo, a vida do Anguinus proteus é cercado por um universo estranho voltado para o sensorial.
Apesar de ser cego, ele pode captar os sinais químicos e elétricos através de receptores no corpo inteiro, o que se torna necessário para encontrar pequenos invertebrados dos quais se alimenta.
Completamente aquático, Anguinus proteus tem uma pele macia, pálida, que se assemelha um pouco a pele humana, daí vem o seu apelido de "peixe humano".
Existe uma subespécie negra que é muito interessante mas, menos bizarra, possuindo olhos e sem palidez na pele.

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9º - Violaceus tremoctopus - Polvo Cobertor



Não existe dúvidas que este não é um polvo comum.
É um extraordinário animal que mais parece de outro planeta que caiu aqui na Terra, deu um mergulho nos oceanos e resolveu morar por aqui.
Entre suas várias características de polvo, poderíamos dizer que possui 3 corações, saliva venenosa, um bico de papagaio que fica escondido, sendo capaz de mudar de cor e de textura de pele com incrível facilidade e velocidade, sendo muito mais rápidos e espertos que os camaleões na arte de se camuflar, também possuem armas inteligentes que não necessitam de comandos do cérebro para executar.
Existem até outros polvos mais bizarros que esse, mas esse possui características únicas.
A fêmea é 40.000 vezes mais pesado que o macho!
O macho possui apenas 2,4 cm e é quase um plâncton, sendo a fêmea centenas de vezes maior que ele, podendo chegar a 2 metros de comprimento.
Quando se sente ameaçada, a fêmea também pode estender suas membranas entre os tentáculos fazendo parecer muito maior do que na verdade é.

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8º - Centronelidae - Sapo de Vidro



São pequenos sapos encontrado em florestas tropicais.
Ele é tão surreal que parece um livro, sendo absolutamente transparente.
Sua pele é totalmente translúcida dando uma aula de anatomia para jovens estudantes sem nem se quer precisar abrir o pobre sapo para ver seus orgãos.
Órgãos importantes como coração, fígado, intestino são 100% visíveis olhando o sapo de baixo para cima.
Eles possuem hábitos normais de sapos comuns e se assemelham a rãs penduradas nas folhas de árvores.

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7º - Marcidus psychrolutes - Blobfish



Este é um peixe encontrado somente em enormes profundezas, ultrapassando os 3 mil metros.
Possui uma aparência estranha e gelatinosa que só mesmo sua mãe que o pariu acharia ele bonitinho.
Encontrado nos oceanos ao redor da Austrália e da Tasmânia, o Blobfish leva uma vida bastante passiva, e não vai atrás de alimento, fica boiando e navegando no oceano e se alimenta de qualquer pedaçinho de detrito alimentar de restos de outros peixes que flutua e esteja a seu alcance.
Ele não possui força muscular que outros peixes tem, praticamente não gasta energia na natação graças a seu corpo que é menos denso que a água.
O Blobfish é raramente visto e foi capturado ocasionalmente numa rede de pescadores.
Existem dúvidas se ele realmente é cosmetível.
Outros exemplares colhidos nas profundezas viram simplesmente uma meleca aqui em cima pela falta das fortes pressões do fundo.

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6º - Archaeidae - Aranha Assassina



Aos aracnofóbicos que acompanham o site, fiquem tranquilos, não se trata de nenhum monstro de 2 metros de altura.
Essa aranha, apelidade de assassina possui apenas 2 centímetros de comprimento e apesar de possuir uma aparência horrível e assustadora ela é totalmente inofensiva a nós seres humanos.
Seu pescoço longo evoluiu especificamente par suportar o peso de suas mandíbulas enormes que estão sempre armadas com presas venenosas e agem como grandes armadilhas mortais para aranhas menores, que são o seu principal alimento.

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5º - Sternoptychidae - Peixe Machado



Este peixe visto de frente parece ser de outro mundo.
De certo modo, ele realmente vive num mundo que não é o nosso.
A mais de 3 quilômetros de profundidade o Peixe machado é um típico peixe das zonas abissais e é encontrado em praticamente todos os mares, com exceção das zonas muito frias.
Assim como o Blobfish ele passa toda a sua vida na completa escuridão.
A única luz que ele vê são suas próprias luzes, produzidas por "fotocélulas", células que emitem uma intensa luz azul, fazendo com que se destaque no completo abismo e atraia outras espécies que servirão de alimento para ele.
Ele não nos representa nenhum perigo!

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4º - Kiwa hirsuta - Caranguejo Peludo



Também conhecido como caranguejo Yeti, este crustáceo é coberto por milhares de cercas grossas, que, a primeira vista, nos fazem pensar se tratar de uma pele.
Suas múltiplas cerdas se assemelham aquelas encontradas nas patas de alguns camarões.
Essas cerdas funcionam como um desintoxicante da água em que essas criaturas vivem.
Isso é muito útil já que esses animais vivem em locais de água termal em enormes profundidades onde as águas são lançadas muito quente diretamente de vulcões submarinos com alto teor de enxofre e venenosos minerais.
Este animal é cego e praticamente incolor e passa sua vida inteira na completa escuridão.
Talvez a natureza seja sábia, enviando suas criaturas mais estranhas em locais extremamente remotos onde a chance dos seres humanos chegar é mínima.

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3º - Phycodurus eques - Dragão do Mar



Este peixe está estreitamente relacionado ao grupo dos cavalos marinhos, sobrevive fingindo ser uma alga flutuante.
Nada extremamente lento, o que contribui para parecer realmente uma alga marinha solta sendo empurrada pelas correntes marinhas.
Quando encostam nos recifes de corais, fica praticamente invisível.
Este peixe é encontrado no Sul e no Oeste da Austrália.
Assim como os cavalos marinhos comuns, a fêmea deposita os ovos no macho em uma bolsa específica, ali ficam até que eclodam.

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2º - Phantasticus uroplatus - Folha Satânica



Evolução feita de um lagarto, esta espécie se parece com uma folha seca e é raramente visto e muito menos comido por predadores.
É encontrado exclusivamente em Madagascar, onde também existe diversos répteis fantásticos.
É um comedor de insetos e apesar do seu nome infernal e olhos assustadores não nos causa nenhum mal.
Ele ataca apenas quando a camuflagem não funciona, o que é muito raro.
É totalmente inofensivo para nós seres humanos.
Infelizmente, essa espécie incrível é ameaçada devido ao excesso de contrabando e pelo enorme desmatamento das florestas onde ele vive (cerca de 90% das florestas de Madagascar, onde é seu habitat natural, já foi destruída, sendo classificado como quase extinto.

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1º - Lagarta Hemeroplanes



Sim, não tem nada de tão horrível essa lagarta, mas se você olhar bem, verá que é uma obra de arte que a natureza nos deu.
Sendo incrivelmente rara, encontra-se apenas nas florestas tropicais do México e América Central.
Se não tocada ou ameaçada é pacífica, mas, se molestada, torna-se um predador potencial obtendo uma incrível transformação, inflando suas pernas traseiras e esguia suas farpas fronteiras, prontas para injetar um veneno mortal (veneno esse que não existe antidoto)
Possuem uma cabeça triangular, olhos ferozes e escamas brilhantes, passam a imagem de ferozes porque precisam se defender já que sua aparência chama muita atenção.
Quando adultas, o Hemeroplanes é uma mariposa ante não descrita tamanha a raridade.
Infelizmente está em extinção pelo enorme desmatamento.

Vida selvagem e recursos naturais dos Estados Unidos(EUA)

Vida selvagem e recursos naturais

Os Estados Unidos é considerado um "país megadiverso": cerca de 17 000 espécies de plantas vasculares ocorrem no Estados Unidos Continentais e no Alasca, e mais de 1 800 espécies de plantas são encontradas no Havaí, algumas das quais ocorrem no continente.[108] O Estados Unidos é o lar de mais de 400 espécies de mamíferos, 750 de aves e 500 de répteis e anfíbios.[109] Cerca de 91.000 espécies de insetos têm sido registradas.[110]
A Endangered Species Act de 1973 protege espécies ameaçadas e seus habitats, que são monitorados pelo United States Fish and Wildlife Service. Há 58 parques nacionais e centenas de outros parques, florestas e áreas naturais geridas pelo governo federal.[111] No total, o governo detém 28,8% da área terrestre do país.[112] A maior parte desta área está protegida, apesar de algumas serem alugadas para perfuração de poços de petróleo e gás natural, mineração, exploração madeireira ou pecuária; 2,4% é usado para fins militares.[112]
Grand Canyon, um acidente geográfico esculpido pelo rio Colorado.

sábado, 31 de dezembro de 2011

Tráfico de Animais Silvestres

O comércio ilegal de animais silvestres é a terceira atividade clandestina que mais movimenta dinheiro sujo, perdendo apenas para o tráfico de drogas e armas.O Brasil é um dos principais alvos dos traficantes devido a sua imensa diversidade de peixes, aves, insetos, mamíferos, répteis, anfíbios e outros.
As condições de transporte são péssimas. Muitos morrem antes de chegar ao seu destino final.
Filhotes são retirados das matas, atravessam as fronteiras escondidos nas bagagens de contrabandistas para serem vendidos como mercadoria.
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Todos os anos mais de 38 milhões de animais selvagens são retirados ilegalmente de seu hábitat no país, sendo 40% exportados, segundo relatório da Polícia Federal.
O tráfico interno é praticado por caminhoneiros, motoristas de ônibus e viajantes. Já o esquema internacional, envolve grande número de pessoas.
Os animais são capturados ou caçados no Norte, Nordeste e Pantanal, geralmente por pessoas muito pobres, passam por vários intermediários e são vendidos principalmente no eixo Rio-São Paulo ou exportados.

Os animais são traficados para pet shops, colecionadores particulares (priorizam espécies raras e ameaçadas de extinção!) e para fins científicos (cobras, sapos, aranhas...).

Com o desmatamento, muitas espécies entraram para a lista de animais ameaçados de extinção, principalmente na Mata Atlântica. Para mais informações, consulte o site www.renctas.org.br da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres, o MMA, o IBAMA, SOS FAUNA ou a CITIES - Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção.
Segundo o IBAMA, a exploração desordenada do território brasileiro é uma das principais causas de extinção de espécies. O desmatamento e degradação dos ambientes naturais, o avanço da fronteira agrícola, a caça de subsistência e a caça predatória, a venda de produtos e animais procedentes da caça, apanha ou captura ilegais (tráfico) na natureza e a introdução de espécies exóticas em território nacional são fatores que participam de forma efetiva do processo de extinção. Este processo vem crescendo nas últimas duas décadas a medida que a população cresce e os índices de pobreza aumentam. Macaco
O que podemos fazer :
Não compre animais silvestres. Ter espécie nativa em cativeiro, sem comprovação da origem do animal, é crime previsto em lei.
Cada indivíduo capturado faz falta ao ambiente e também os descendentes que ele deixa de ter.
Também não compre artesanatos feitos com partes de animais, como penas coloridas.

Seja vigilante. Se presenciar a venda na feira livre ou depósito de tráfico, avise a polícia. Informe dados precisos da ocorrência.
Denúncias ao IBAMA através da Linha Verde Tel. 0800 61 8080.
Se te oferecem um animal na beira da estrada, não compre e repreenda o vendedor dizendo que isso é crime e que ele procure outra atividade que não lhe cause problemas com a lei.

Os pássaros nascem para ser livres e não presos ao stress e tédio do restrito espaço de uma gaiola. Afinal para que foram feitas as asas dos pássaros ?

O animal que vive preso, perde a capacidade de sobreviver e se defender sozinho e não pode ser solto na natureza sem o acompanhamento de um especialista.

Quando decidir ter um animal de estimação, lembre-se que existem milhares de cães e gatos abandonados aguardando a chance de uma adoção. Consulte a prefeitura da sua cidade ou entidades de proteção animal.
Somente a conscientização da população poderá desestimular este comércio ilegal e proteger o direito à vida e liberdade dos animais.
Vamos combater o tráfico de animais silvestres.
Se ninguém compra, ninguém vende, ninguém caça.
Extinção às gaiolas !

A economia no Japão se recupera?

Durante toda a sua história, os japoneses precisaram passar por diversas provações para chegar até a posição econômica que se encontra. Desde séculos de dominação de shoguns até ser alvo de duas bombas nucleares durante a II Guerra Mundial, o povo japonês sempre demonstrou exemplo de força de trabalho, inteligência e dedicação para se recuperar de períodos de recessão.
A história do Japão foi sempre marcada por grandes reerguidas.
Recentemente, em 11 março de 2011, mais um incidente colocou em xeque essa capacidade de recuperação do país, um terremoto de quase 9º na escala Richter seguido de tsunami devastou grande parte da costa japonesa, deixou mais de 11 mil mortos e ainda causou um acidente nuclear na usina nuclear de Fukushima. A amplitude do desastre, já considerado o maior desastre natural da história humana moderna, causou estragos não só efeitos materiais, patológicos e psicológicos à população do país, mas também afetou como nunca a economia japonesa.
O maior problema é que o incidente não escolheu a melhor hora, economicamente falando, para atingir o país. O Japão já passava por uma crise econômica antes do tsunami. O consumidor japonês, sempre acostumado a consumir muito, trocando seus eletrônicos e veículos freqüentemente e utilizando-se de diversos serviços (o que compõe mais de 68% da força de trabalho do país) passou a consumir menos. O mercado, inclusive, chegou a acusar uma deflação de 0,9% em 2010.
Com o terremoto seguido de tsunami o cenário piorou ainda mais. Diversos fatores de produção naturais e de capital foram prejudicados, fazendo com que, entre outras coisas, as indústrias parassem sua produção (a Sony e a Toyota, inclusive chegaram a fechar algumas de suas fábricas), o governo iniciasse uma campanha de redução de energia elétrica (já que o potencial energético do país foi reduzido para 66% após o desastre). Somado a isso que a produção da indústria japonesa depende de 90% de matéria-prima estrangeira, o cenário não parece dos mais animadores.
Mas há de se considerar que a participação do Estado na economia do Japão, apesar de limitada, sempre foi determinante e muito maior que a da maioria dos outros países desenvolvidos. Agora o Estado deverá, em uma medida Keynesiana, influenciar cada vez os rumos do país e recuperar a economia em alguns anos.
A economia do Japão é extremamente dependente da importação de matéria-prima, mesmo assim, os níveis de exportação sempre foram maiores que os de importação graças, entre outras coisas, as manobras do governo para manter a moeda local desvalorizada perante o dólar.
Visto isso, é possível observar o cenário atual do Japão: com toda a destruição despontada no litoral, a necessidade de reformas e reconstruções é iminente, por isso o governo injetou 38 milhões de ienes na economia. Mas não adianta injetar o dinheiro se a matéria-prima é escassa, por isso a importação tende a aumentar e muito.
Costa de Miyagi, após o terremoto seguido de tsunami.

Assim enquanto os ienes injetados suprem as necessidades do mercado interno, mantendo o fluxo econômico e evitando o desemprego, o governo deve controlar a quantidade de dólares que entram e saem do país para que as exportações continuem e a importação intensa não prejudique os altos níveis de exportação que o país sempre teve e que são de essencial importância para poder continuar importando a matéria-prima necessária. Podendo auxiliar nos níveis de importação e exportação para que tudo ocorra a níveis seguros, a medida deve fazer com que o Japão recupere seu fluxo econômico novamente pré-tsunami novamente.
O governo sabendo lidar com esse seu papel dentro da economia, poderá trazer ao país um cenário ainda melhor do que aquele que se encontrava antes do terremoto seguido de tsunami. Sabendo-se que a recessão por qual passava era causada pela falta de consumo, e agora tendo em vista que o consumo é de deveras importância para a reconstrução do país, basta que o governo (junto com a indústria) saiba trabalhar a demanda que surgirá durante a recuperação do país para que não mais haja a estagnação de consumo por parte da população.

sábado, 13 de agosto de 2011

Tigre



Tigre (Panthera tigris) é um mamífero da família dos Felinos ou Felídeos. É uma das quatro espécies dos "grandes gatos" que pertence ao género Panthera. Os tigres são predadores carnívoros.
Um macho adulto pesa em média 300 kg, tem 1,10 m de altura na cernelha e 3,50 m de comprimento (incluindo a cauda). São caçadores noturnos e apesar de seu grande tamanho, podem se aproximar de suas presas em completo silêncio, antes de se precipitar sobre elas a curta distância. Entre os carnívoros terrestres eles têm os maiores dentes que podem chegar a 10 cm e as maiores garras atingindo os 8 cm. A força da sua mordida é uma das mais fortes entre todos os felinos. Ele é um grande nadador, eles usam isso para se refrescarem. Já aconteceu de tigres nadarem mais de 5km. Alem disso são ágeis e velozes, capazes de andar em terrenos rochosos e subir em arvores com troncos grossos (apesar não subirem com freqüência, sendo relativamente raro já que nunca tem motivos para subir). São caracterizados por suas listras, cada tigre possui um padrão, não existem dois tigres com o mesmo padrão, são como nossas digitais.

Subespécies

Gravura representando o Esqueleto de um Tigre.
Há nove subespécies distintas de tigre, três das quais estão extintas. Ocupavam historicamente uma extensa área que englobava a Rússia, Sibéria, Irã, Cáucaso, Afeganistão, antiga Ásia Central Soviética, Índia, China, todo o sudeste da Ásia e Indonésia (ilhas de Sumatra, Java e Bali). Hoje em dia se encontram extintos em muitos países da Ásia. Estas são as subespécies sobreviventes, em ordem decrescente de população selvagem:

Tigre-siberiano

(Panthera tigris altaica)
Encontram-se em vales com encostas rochosas do rio Amur. Está agora confinado a uma pequena área no leste da Rússia, onde é protegido. Antigamente habitava a Coréia, Manchúria (região nordeste da China), sudeste da Sibéria e leste da Mongólia.
Desde os anos 1920 não são mais vistos na Coréia do Sul. Em liberdade existem entre 300 a 500 indivíduos no momento, e muitas populações não são geneticamente viáveis, por estarem sujeitas a cruzamentos consanguíneos. É a maior das subespécies de tigre e o maior felino existente hoje em dia O tamanho é variável com a subespécie, pesando, na grande maioria das vezes, entre 250 e 330 kg, de forma que pode haver indivíduos menores e maiores que nesse intervalo de peso. Tem cerca de 2,40 m a 3,15 m de comprimento somados ainda com a cauda de 1,10 m ou 1,20 m. O maior exemplar já catalogado na natureza tinha 423 kg e o maior em cativeiro tinha 452 kg. A sua dieta é formada principalmente de suínos selvagens para a sua alimentação, mas após o declínio destas presas têm vindo a caçar veados. Podem ainda caçar outros mamíferos como ursos pardos mas seu espólio anual é de no máximo 11 % e caçam também aves, répteis e peixes.
Arrastam a carcaça de um alce de 900 kg para o lugar que mais lhe agrada. Diferentemente das outras subespécies de tigre, vive em uma área de clima frio formada por florestas boreais (de carvalhos e coníferas) e, por conta disso, tem uma pelagem mais clara e menos listras para poder se confundir com a o arvoredo seco de que se rodeia durante a caça.

Tigre-do-sul-da-china

(Panthera tigris amoyensis) - É a mais criticamente ameaçada das subespécies, caminhando rapidamente à extinção. Até o começo dos anos 1960 havia aproximadamente 4 000 tigres na China. Na época eram mais numerosos até que os tigres da Sibéria e de Bengala.
Em 1959 Mao Tse Tung, na época do "grande salto adiante", declara os tigres uma praga. Seguiu-se então uma brutal perseguição aos tigres, reduzindo-os a 200 indivíduos em 1976. Há apenas 59 exemplares em cativeiro, todos na China, mas que descendem de somente 6 exemplares. A diversidade genética necessária para manter a espécie já não existe, indicando que uma possível extinção está próxima. Os tigre podem reproduzir-se de 8 a 12 crias por mãe e a sua gestação dura cerca de 17 meses. Ao nascer as crias podem ter 20cm de comprimento e 14cm de altura e 30kg. A idade media de um tigre é de 20 anos.

 Tigre-da-indochina

É encontrado no Camboja, Laos, sudeste da China, Malásia, Myanmar, Tailândia e Vietnã

Tigre-de-sumatra

Panthera tigris tomando banho.
(Panthera tigris sumatrae) - É encontrado somente na ilha indonésia de Sumatra. A população selvagem estimada é de 400 a 500 animais, presentes predominantemente nos cinco parques nacionais da ilha. Pesquisas genéticas recentes revelaram a presença de um marcador genético único, indicando que pode-se desenvolver uma nova espécie, caso não se torne extinta. Isto sugere que o tigre de Sumatra deve ter uma enorme prioridade de conservação.

Tigre-de-bengala

(Panthera tigris tigris) - É encontrado nas florestas e savanas de Bangladesh, Butão, Nepal, Índia, Myanmar. É o animal nacional da Índia e de Bangladesh. A população selvagem estimada desta subespécie é de 3000 a 4600 indivíduos, a maioria vivendo na Índia e em Bangladesh. No entanto muitos conservacionistas indianos, após algumas crises recentes como a de Sariska, duvidam de tal número, achando que ele é otimista demais. Eles acreditam que o verdadeiro número do tigre de Bengala na Índia possa ser menor que 2000, já que muitas das estatísticas são baseadas em identificação de pegadas, o que muitas vezes gera um resultado distorcido. Nos últimos anos, técnicas mais confiáveis foram usadas(como a fotografia através de câmeras camufladas no ambiente selvagem) e mostraram que o verdadeiro número e cerca de 200 indivíduos. Sua dieta consiste em gauros a maior espécie de bovídeo do Subcontinente Indiano, várias espécies de cervos, javalis, pítons em alguns casos chegam a alimentar-se de crocodilos e em casos extremos elefantes e rinocerontes adultos, mas em sua maioria são filhotes. A gestação demora de 98 a 113 dias, e tem em média entre 1 a 3 filhotes. É um animal solitário, unindo-se a outro indivíduo apenas durante a época de acasalamento. Sua área de domínio vai de 44 km² (fêmea), até 52 km²(macho). O peso médio é entre 150 kg e 299kg, no entanto, o maior tigre de Bengala encontrado no ambiente selvagem pesava 389 kg.

[editar] Tigre-malaio

(Panthera tigris jacksoni) - Presente exclusivamente no sul da península malaia. Até 2004 não era considerada como uma subespécie de tigre. Até então era tido como parte da subespécie indochinesa. Tal classificação mudou em função de um estudo do Laboratório de Estudos da Diversidade Genômica, parte do Instituto Nacional do Câncer, EUA. Segundo estimativas a população de tigres malaios selvagens é de 600 a 800 indivíduos, sendo a maior população de tigres após o tigre de Bengala. É um ícone nacional na Malásia, aparecendo no brasão e no logotipo de instituições do país, tais como o imalaia.
Panthera tigris1.ogg
Tigre bebendo água

Tigre-de-bali

(Panthera tigris balica) - Sua ocorrência era limitada à ilha de Bali, na Indonésia. Estes tigres foram caçados até a extinção. O último exemplar de tigre balinês deve ter sido morto em Sumbar Kima, oeste de Bali em 27 de setembro de 1937, e era uma fêmea adulta. Nenhum tigre balinês era mantido em cativeiro. De todas as subespécies era a menor de todas, chegando a pesar menos da metade dos tigres siberianos.

[editar] Tigre-de-java

(Panthera tigris sondaica) - Era limitado à ilha indonésia de Java. Esta subespécie foi extinta na década de 1980, como resultado de caça e destruição de seu habitat. Mas a extinção desta subespécie tornou-se extremamente provável já na década de 1950, quando havia menos de 25 animais em estado selvagem. O último animal selvagem foi avistado em 1979.

[editar] Tigre-do-cáspio ou Tigre Persa †

(Panthera tigris virgata) - Tornou-se extinto na década de 1960, com o último sendo visto em 1968. Era encontrado no Afeganistão, Irã, Iraque, Mongólia, União Soviética e Turquia. De todas as subespécies de tigre era a mais ocidental, sendo a subespécie utilizada no coliseu de Roma. No começo do século XX foi alvo de perseguição por parte do governo da Rússia czarista (que acreditava não haver mais espaço para o tigre na região) por conta de um programa de colonização da área. Esta subespécie é dada como extinta, mas existem casos de registros visuais não confirmados.

Subespécies inválidas

Além das subespécies citadas acima, existem algumas subespécies que ainda não foram reconhecidas pela taxonomia.
  • Tigre-coreano (Panthera tigris coreensis) - Habitava a Península da Coréia e sul da Manchúria, áreas das quais o tigre se encontra extinto desde meados do século XX. Considerado parte do tigre siberiano.
  • Tigre-de-xinjiang (Panthera tigris lecoqi) - Estudado e classificado por Schwarz em 1916. É considerado parte do tigre do Cáspio. Vivia no noroeste da China, mais precisamente na província de Xinjiang.
  • Tigre-do-turquestão (Panthera tigris trabata) - Tal como o tigre de Xinjiang foi estudado e classificado por Schwarz em 1916 e é considerado parte do tigre do Cáspio. Vivia em áreas dos atuais Cazaquistão, Uzbequistão, Quirguistão e Tajiquistão.

Outros tigres

Há outros animais, que receberam o nome de tigre mas que no entanto não estão relacionados com este felino.

[editar] O tigre na medicina chinesa

Tigre branco, uma variação rara de cor.
Uma das maiores ameaças a sobrevivência ao tigre hoje em dia vem da medicina tradicional chinesa. Cada parte tem uma utilidade médica de acordo com as superstições orientais:
  • O rabo pode ser moído e misturado com sabão para ser aplicado como unguento para tratar de doenças de pele. Ainda os ossos da ponta do rabo são usados como amuletos para espantar maus espíritos.
  • Sua pele é utilizada como tapete para curar uma febre causada por maus espíritos. Porém convém tomar muito cuidado: Caso a pessoa fique muito tempo sobre o tapete, pode se transformar em um tigre.
  • Pode-se curar uma pessoa com indolência e acne misturando o cérebro com óleo e esfregando pelo corpo.
  • Acrescentando-se mel aos cálculos biliares, pode-se aplicar sobre as mãos e os pés para curar abcessos.
  • Os pelos queimados são utilizados para afastar centopéias.
  • O osso moído, adicionado ao vinho, é um tônico tradicional em Taiwan.
  • O globo ocular ingerido como se fosse uma pílula é utilizado para curar convulsões.
  • Os bigodes são utilizados como amuleto para proteger contra balas de armas de fogo e para dar coragem a pessoa.
  • Para impedir que uma criança tenha convulsões é só retirar os pequenos ossos das patas e amarrá-los nos punhos dela.
  • Seu pênis é o principal ingrediente de uma sopa afrodisíaca muito apreciada em vários países do Oriente.
  • As costelas são usadas como valiosos amuletos.
  • Há quem acredite que comer o coração de um tigre ganhe coragem e força.
  • Quem carregar uma pata no bolso terá coragem e ficará protegido contra eventuais sustos inesperados.
  • Carregar a unha de um tigre dá boa-sorte.